MÍDIAS E EDUCAÇÃO
Ciclo Básico
Módulo Informática
TV, cinema, rádio, Internet, celular, revista, jornal, DVD... Na era da tecnologia, uma infinidade de mídias, especialmente as que visam à comunicação em massa, fazem parte da vida das pessoas. Numa via de mão dupla, as mídias são utilizadas para manipular, ao mesmo tempo em que são manipuladas. Com suas imagens, sons, efeitos, enfim, com todos os recursos de sedução, as mídias contribuem para a definição de comportamentos.
Num mundo em fase de globalização, as mídias contribuem tanto para a
aproximação de extremos quanto para a exclusão de determinados grupos,
reforçando as desigualdades sociais.
Neste contexto, que papel exerce a escola? Esta que em épocas passadas
era tida como a “detentora” dos saberes, a quem, portanto, cabia a função de
“transmitir” os conhecimentos, hoje encontra-se, em partes, desorientada, assim como muitos pais, por não conseguir dar conta de acompanhar a evolução tecnológica. O que fazer com tanta informação? Como controlar o acesso a elas? O que realmente vale a pena ser aproveitado? Quem está educando as crianças hoje e com o quê?
Os professores, que deveriam ser o elo de ligação entre os conhecimentos
e os alunos, agora ocupam um papel de coadjuvantes no processo, salvo
exceções, e por que não dizer, às vezes ocupam papel de figurantes. Alguns, por falta de conhecimento (no sentido de saber utilizar, especialmente no caso dos computadores), outros por insegurança, ou ainda por medo, quem sabe até por falta de criatividade. Não totalmente por sua culpa, mas também por um sistema social que impõe uma pedagogia fragmentária, que estipula padrões “de cima para baixo”, que exclui e massifica.
Na maioria dos casos, quando se fala da inserção das tecnologias na escola, começa-se de trás para frente: monta-se um laboratório de informática,
mas não se tem um projeto que vá ao encontro das exigências educacionais. Estes equipamentos, quando funcionam, ao invés de contribuir par o desenvolvimento cultural do aluno, acabam por reforçar comportamentos negativos. Não há um preparo prévio do professor, para que saiba não
somente operar tais equipamentos, mas principalmente, para que saiba fazer uso crítico das mídias em seu trabalho pedagógico.
A escola deve utilizar-se destas mídias para desenvolver o senso crítico, ajudar as crianças a interpretar e ver o que há por trás, sob a fachada de entretenimento. Sem contar, que a escola não aprendeu a seduzir como as principais mídias a que se tem acesso hoje. Uma razão a mais para a escola utilizar as novas tecnologias como aliadas, não como inimigas ou concorrentes. Caso contrário, perderá cada vez mais espaço num mundo cada vez mais globalizado, menos crítico.
domingo, 30 de agosto de 2009
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